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Ansiedade e depressão – Os perigos da dependência química para mulheres

A ansiedade e a depressão, considerada dois grandes males da atualidade, tornam-se cada vez mais frequentes e atingem, em grande escala, as mulheres. Segundo o especialista em dependência química e terapia comportamental, Dr Nasser Reda, tanto uma, quanto outra, podem levar a prejuízos em muitas áreas do comportamento feminino. “Inclusive, à compulsão por bebidas e drogas. Por consequência, vem a dependência química”, alerta o médico. “De modo geral, as mulheres são mais vulneráveis e sofrem mais os efeitos do álcool no organismo, quando comparadas aos homens. Elas relatam mais problemas intrapsíquicos, tais como as patologias das quais são fatores predisponentes ao uso de substâncias psicoativas”. Dr Nasser também explica que é fundamental que esses transtornos ansiosos e depressivos sejam tratados de maneira correta, justamente, para que outras comorbidades não se instalem. 

Entre as diversas complicações crônicas do consumo de álcool, que são mais frequentes no sexo feminino, o especialista cita doenças do fígado (esteatose ou fígado dorduroso e cirrose) e do aparelho digestivo (gastrite e úlceras). “As enzimas do álcool desidrogenase nas mulheres são em menor número no estômago, mas somente 10% é absorvido no estômago, o restante é no duodeno. A mulher tem mais gordura e, por isso, aumenta a biodisponibilidade do álcool. Por ser hidrofílico, permanecerá mais na corrente sanguínea da mulher, com maior chance de causar danos aos seus tecidos”, explica. 

Ainda sobre os danos do álcool no organismo feminino, Dr Nasser faz questão de ressaltar que eles ocorrem cinco anos antes do que na maioria dos homens que bebem nos mesmos padrões. “O estresse, causado pela ansiedade e depressão, provoca anormalidades na mucosa intestinal, reduz a capacidade de absorção intestinal e interfere bi metabolismo celular das vitaminas do Complexo B, ácido fólico e ferro. Entretanto, as vitaminas absorvidas pelo intestino delgado, ou armazenadas pelo fígado, podem ser deficientes nos indivíduos ansiosos e depressivos. Entre elas destacamos o folato (ácido fólico), piridoxina (vitamina B6), tiamina (vitamina B1), niacina (vitamina B3) e vitamina A. Também ocorrem níveis reduzidos de potássio, magnésio, cálcio, zinco e fósforo no sangue”.

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Dr. Nasser Reda

Especialista em dependência Química e Terapia Comportamental